As eleições para os comandos municipais do PT, marcadas para julho, têm desencadeado uma disputa interna acirrada em torno das filiações de novos membros da legenda.
Conforme apurado pela coluna, grupos do PT em pelo menos três estados — Alagoas, Bahia e Maranhão — têm recorrido aos diretórios estaduais e até ao nacional do partido para relatar dificuldades na filiação de novos integrantes. Nos bastidores, petistas acusam as atuais direções municipais de bloquearem a entrada de aliados de adversários políticos, intensificando a guerra pelo controle da sigla.
O problema é mais evidente em algumas cidades desses estados. Sob anonimato, membros do PT afetados por essas barreiras afirmam que as filiações vetadas foram impulsionadas por lideranças que planejam concorrer ao comando municipal nas eleições de julho. Como já informado pela coluna, todos os novos filiados terão direito a votar e a serem votados no Processo de Eleição Direta (PED) 2025, que renovará as direções municipais, estaduais e nacional do partido.
Impugnações no Maranhão
No Maranhão, o embate ganhou números expressivos: 3.276 filiações não foram homologadas pelos diretórios municipais. A capital, São Luís, lidera o ranking de impugnações, com 2.144 casos. Apesar disso, o estado conseguiu filiar 21.264 novos petistas.
O vice-líder do PT na Câmara, o deputado federal maranhense Rubens Pereira, critica abertamente os vetos. Em entrevista à coluna, ele se posicionou contra qualquer medida que limite a expansão do partido. “Num momento de queda de popularidade, tanto o presidente Lula quanto o PT precisam se fortalecer. Essas impugnações só prejudicam esse processo”, afirmou Pereira.
No PED maranhense, a disputa pelo comando estadual do partido deve colocar frente a frente o atual presidente, Francimar Melo, e Genilson Alves, conforme informações do Metrópoles.

